Síndrome do pânico no trabalho: Como a empresa pode atuar?

Segundo a OMS, aproximadamente 1 bilhão de pessoas estão lidando com algum tipo de transtorno mental. O Brasil está classificado como o terceiro pior em um ranking de saúde mental entre 64 países, conforme relatório global.
Sem dúvida, muitos trabalhadores lidam diariamente com problemas mentais, como a síndrome do pânico, que pode impactar negativamente o desempenho e o bem-estar no ambiente profissional.
Neste artigo, vamos discutir como as empresas podem agir para ajudar os funcionários que enfrentam essa condição, oferecendo suporte e criando um ambiente mais saudável e acolhedor. Acompanhe para descobrir mais.
O que é pânico e sua síndrome?
A síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade que traz crises repentinas e intensas de medo e desespero, acompanhadas por sintomas físicos como palpitações, falta de ar, tonturas, tremores e sudorese.
As crises podem surgir de forma inesperada e causar um grande impacto na vida da pessoa, sobretudo porque o problema pode estar ligado a um medo constante de novas crises, o que leva a pessoa a evitar certas situações ou lugares.
Esse transtorno pode afetar significativamente a rotina, interferindo nas atividades diárias, nos relacionamentos e no bem-estar emocional.
Por que essa síndrome se desenvolve?
As causas da síndrome do pânico ainda não são completamente compreendidas, mas acredita-se que fatores genéticos, biológicos, psicológicos e ambientais possam estar envolvidos no seu desenvolvimento.
Traumas emocionais, estresse crônico, ansiedade e dificuldades de enfrentamento podem aumentar a vulnerabilidade de uma pessoa a desenvolver a síndrome do pânico.
Além disso, mudanças significativas na vida, abuso de substâncias e condições de saúde física podem desencadear ou contribuir para o surgimento da doença.
Ou seja, não há uma única causa para o desenvolvimento da síndrome do pânico, mas sim uma interação complexa entre diversos elementos. O tratamento frequentemente envolve uma abordagem integrada que leva em consideração todos esses aspectos.
Como identificar se alguém está sofrendo de síndrome do pânico?
Identificar se alguém está sofrendo de síndrome do pânico pode ser desafiador, principalmente. porque no momento da crise a pessoa pode confundir o transtorno com outras condições, como um ataque cardíaco, por exemplo.
Contudo, há alguns sinais que podem sugerir a presença dessa condição. Alguns dos sintomas mais frequentes incluem:
- Ataques inesperados e recorrentes, sem causa aparente, que trazem consigo sintomas como palpitações, sudorese, tremores, falta de ar, sensação de sufocamento, tontura, náusea e um medo avassalador de morrer ou enlouquecer.
- Muitas vezes, quem sofre com a síndrome vive com o medo constante de ter uma crise, o que pode levar a um comportamento de evitação de situações que possam desencadear ataques de pânico.
- Também podem surgir sintomas físicos persistentes, como dores de cabeça, dores musculares, problemas gastrointestinais e fadiga crônica, que não têm uma causa médica identificável.
- Quem sofre com a síndrome do pânico tende a estar constantemente preocupado com sua saúde e a interpretar sintomas físicos como indicativos de doenças graves.
É importante ressaltar que apenas um profissional de saúde qualificado pode fazer um diagnóstico preciso da síndrome do pânico.
Se você perceber esses sintomas em alguém próximo, é importante oferecer apoio e encorajá-los a buscar ajuda profissional.
O transtorno pode ser tratado com sucesso por meio de psicoterapia, medicação e outras formas de intervenção. É fundamental que a pessoa afetada receba o suporte necessário para recuperar sua qualidade de vida.
O que fazer para ajudar a pessoa durante uma crise?
Quando alguém está passando por uma crise de pânico, é fundamental agir com calma e empatia para auxiliar a pessoa a superar esse momento desafiador. Confira algumas maneiras de oferecer ajuda:
1. Mantenha a calma
É importante manter a calma e transmitir tranquilidade à pessoa que está passando pela crise. Evite demonstrar preocupação excessiva, pois isso pode aumentar a ansiedade da pessoa.
2. Ofereça apoio emocional
Mostre empatia e solidariedade, ouvindo atentamente o que a pessoa tem a dizer. Ofereça palavras de encorajamento e tranquilidade, lembrando-a de que a crise é temporária e que você está ali para ajudá-la a superá-la.
3. Ajude-a a controlar a respiração
Durante uma crise de pânico, é normal sentir falta de ar. Por isso, é importante ajudar a pessoa a controlar a respiração, incentivando-a a fazer inspirações e expirações profundas e lentas.
4. Mantenha um ambiente tranquilo
Encontre um lugar calmo e seguro para que a pessoa possa se recuperar da crise, reduzindo os estímulos externos, como barulhos e luzes intensas, para ajudar a acalmá-la.
5. Ajude a pessoa a se concentrar
Auxilie a pessoa a se concentrar em algo específico, como contar em voz alta ou descrever objetos ao redor. Isso pode ajudar a distrair a mente da pessoa e reduzir a intensidade da crise.
6. Ofereça ajuda profissional
Se a pessoa estiver aberta a isso, sugira que ela busque ajuda profissional, como um psicólogo ou psiquiatra, para lidar com suas crises de pânico de forma mais eficaz.
7. Evite julgamentos
Evite fazer julgamentos ou diminuir a intensidade da crise. É fundamental demonstrar compreensão e respeito pelo que a pessoa está enfrentando.
Adapte sua abordagem conforme as necessidades e preferências da pessoa em questão, já que cada indivíduo reage de forma única durante uma crise de pânico. Para ajudar alguém nesse momento, é importante demonstrar empatia e oferecer apoio.
Dados que mostram o crescimento de doenças mentais no trabalho
Segundo o Conselho Nacional de Saúde (CNS), os transtornos mentais relacionados ao trabalho ocupam o terceiro lugar no ranking de causas de afastamento dos trabalhadores, e os dados indicam uma tendência de crescimento.
Especialistas alertam que essa situação pode piorar e se transformar em uma pandemia, exigindo intervenções quanto antes.
Uma pesquisa obtida pelo Valor Econômico com trabalhadores de diversos níveis hierárquicos e setores no país revelou que 48% deles estão em risco de saúde mental.
Estudos mostram que há uma conexão significativa entre o risco e/ou tentativa de suicídio e situações de assédio no ambiente de trabalho, sobrecarga de tarefas, falta de autonomia, carência de apoio social, medo de perder o emprego e insatisfação profissional.
Como as empresas podem prevenir e ajudar os colaboradores com síndrome do pânico?
Os empregadores podem desempenhar um papel fundamental na prevenção e no apoio aos colaboradores que sofrem de síndrome do pânico.
Mas, infelizmente, 84% dos funcionários no Brasil acreditam que suas empresas precisam se esforçar mais para preservar a saúde mental, segundo levantamento da Oracle.
Veja como você pode fazer a diferença:
Sensibilização e educação
Empresas podem promover a conscientização sobre saúde mental e síndrome do pânico por meio de palestras, workshops e materiais informativos. Essa abordagem pode contribuir significativamente para diminuir o estigma relacionado à doença, além de encorajar os colaboradores a buscarem ajuda quando necessário.
Ambiente de trabalho saudável
Um ambiente de trabalho estressante pode desencadear ou agravar os sintomas da síndrome do pânico. Por isso, as empresas precisam criar uma cultura que promova o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, incentivando pausas regulares e oferecendo apoio emocional aos colaboradores.
Programas de apoio
As empresas podem contratar programas de qualidade de vida no trabalho, como os oferecidos pela Maratona, juntamente com sessões de aconselhamento, terapia ou suporte psicológico. Essas iniciativas podem auxiliar os colaboradores a lidarem com o estresse e a ansiedade, prevenindo assim crises de pânico.
Flexibilidade no trabalho
Oferecer flexibilidade no horário de trabalho ou a opção de trabalho remoto pode trazer benefícios significativos para colaboradores que enfrentam a síndrome do pânico. Isso pode ajudá-los a lidar de forma mais eficaz com sua condição e a reduzir o estresse relacionado às exigências do trabalho.
Suporte profissional
As empresas podem oferecer suporte aos colaboradores, garantindo acesso a profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras. Essa assistência pode ser viabilizada por meio de convênios ou parcerias com clínicas especializadas.
Políticas de inclusão e respeito
É fundamental que as organizações estabeleçam políticas claras de inclusão e respeito às diferenças individuais, abrangendo também questões relacionadas à saúde mental. Isso contribui para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam à vontade para buscar ajuda e suporte sempre que necessário.
Segundo a pesquisa People at Work 2023, 43% dos brasileiros não acham que seus gestores ou colegas estão preparados para conversar sobre saúde mental no trabalho sem julgamento.
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Como vimos, as empresas podem desempenhar um papel ativo na prevenção e no apoio aos colaboradores com síndrome do pânico, promovendo um ambiente de trabalho saudável, oferecendo programas de bem-estar e demonstrando compreensão e empatia em relação a essa condição.
A Maratona, há mais de 30 anos, é especialista em soluções personalizadas de qualidade de vida com programas que atendem das diversas unidades das empresas, em diferentes regiões, a partir da compreensão das necessidades de cada unidade.
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